
Britt (na foto acima) trabalha para a ADRA na Noruega e partilhou o seguinte relato a partir da fronteira da Polónia, onde está atualmente a trabalhar com refugiados que fogem da Ucrânia como um dos coordenadores de comunicações de resposta a emergências da ADRA.
Durante esta crise, os nossos pensamentos estão com as muitas mulheres na Ucrânia.
Uma mulher empurra o seu filho deficiente numa cadeira de rodas. Tem uma mochila, uma mala de viagem com rodas e outra criança a acompanhá-la na parte de trás.
“Naquele momento, pensei para comigo que não há nada que uma mulher não possa fazer”.”
Quem nos conta isto é uma mãe refugiada na fronteira entre a Polónia e a Ucrânia. Acabou de chegar da Ucrânia.
Os comboios que saem do país estão cheios de mulheres e crianças. Estas têm prioridade na saída do país. O comboio vai devagar e por vezes pára para evitar ataques.
Não há eletricidade nos comboios. Mantêm-se as luzes apagadas para serem o mais invisíveis possível. As portas estão trancadas e quase não há ar para respirar. De vez em quando, alguém tem um ataque de ansiedade e bate nas paredes, sentindo-se encurralado.
Alguns tiveram tempo para se preparar para a viagem. Levaram nozes, snacks e bebidas. Outros fogem em cima da hora, sem quase nada. Mas no comboio, as mulheres e as crianças partilham o que têm em solidariedade.
A mãe refugiada com quem falámos está feliz por estar em segurança, mas preocupa-se com o marido que está em casa. Não conseguia telefonar-lhe antes de pedir um telemóvel emprestado a um trabalhador da ADRA. O alívio no seu rosto é visível quando chama pelo seu filho: “O papá está ao telefone!”
Além disso, as mulheres que permanecem na Ucrânia são fortes.
As mães fazem o melhor que podem pelos seus filhos no abrigo anti-bomba.
Nas zonas menos atingidas, as mulheres estão a reunir-se nas caves para fazer comida para enviar para as zonas mais afectadas.
Obrigado por apoiar a intervenção de emergência da ADRA na Ucrânia e nos países vizinhos, bem como o nosso trabalho em todo o mundo.