Chuvas fortes no sul do Brasil provocam deslizamentos de terra, ADRA responde
SILVER SPRING, Maryland - No final de março, fortes chuvas no sul do Brasil provocaram inundações, desencadeando deslizamentos de terra destrutivos que transportaram árvores caídas, pedras e outros detritos por várias cidades, destruindo as casas de milhares de pessoas que agora ficaram com pouco ou nada. A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) ajudou as vítimas desse desastre com rações de emergência e outros itens essenciais.
Imediatamente após as fortes chuvas, a ADRA respondeu através da distribuição de cestas de alimentos e kits de higiene para 500 famílias, aproximadamente 2.500 pessoas, nos estados do sul do Paraná e Rio Grande do Sul. Cada cabaz alimentar é composto por arroz, feijão, óleo, farinha de trigo, massa, sal e açúcar, e é suficiente para sustentar uma família de cinco pessoas durante oito dias. Além disso, foram distribuídos kits de higiene que sustentam uma família de cinco pessoas durante um mês.
A distribuição será efectuada em coordenação com a Força de Defesa do Brasil e a Cruz Vermelha para evitar a duplicação da ajuda. Desta forma, garantir-se-á que o número máximo de beneficiários seja atingido sem sobreposição. Será dada prioridade aos idosos, aos agregados familiares chefiados por mulheres e às famílias com crianças deficientes.
Segundo informações, o estado do Paraná sofreu danos generalizados, com 3.000 casas gravemente afectadas ou destruídas, cerca de 31.000 pessoas desalojadas e a morte de três outras. Infra-estruturas, pontes e estradas foram afectadas, impedindo a circulação entre as cidades costeiras e a capital do Paraná, Curitiba.
Testemunhas oculares na capital, São Lourenço, descreveram as cheias como uma avalanche de água que atravessou a cidade e acabou por chegar às suas casas. O centro da cidade foi inundado pelo transbordamento da ribeira de São Lourenço do Sul, o que contribuiu para os danos nas casas, nas infra-estruturas rodoviárias e nas pontes caídas. As equipas de salvamento trabalharam incansavelmente para salvar 1.500 pessoas dos seus telhados, mas 2.000 continuam desalojadas, 200 ficaram feridas e oito morreram. Esta inundação está a ser considerada a pior catástrofe da região.