SILVER SPRING, MD (19 de março de 2019) – Com a mesma rapidez com que surgiu, o ciclone Idai varreu Moçambique, o Maláui e o Zimbábue durante o fim de semana, deixando milhares de pessoas deslocadas. Os relatórios estimam agora que há 84 mortos confirmados em Moçambique, mas, segundo o presidente de Moçambique, Felipe Nyusi, o número de mortos poderá provavelmente subir para quase 1 000 pessoas só em Moçambique. No total, mais de 1,5 milhões de pessoas estão a ser afetadas nos três países na sequência do ciclone.
O presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, declarou estado de emergência nacional depois de um poderoso ciclone ter devastado o Zimbabué, causando a morte de mais de 30 pessoas. Pontes e estradas foram destruídas, mais de 100 casas ruíram e mais de 70 pessoas foram dadas como desaparecidas. Os esforços de resgate prosseguem no Zimbabué e nas zonas mais afetadas de Moçambique e do Maláui.
“É muito raro que um ciclone desta magnitude ocorra nesta parte do mundo e cause tanta devastação”, afirma Mario de Oliveira, diretor de gestão de emergências da Agência Adventista de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária (ADRA). “Grande parte dos nossos esforços neste momento está dedicada a garantir alimentos, abrigo e água potável às pessoas mais afetadas nos distritos de Chimanmani e Chipinge. No entanto, tem sido difícil, uma vez que existem inúmeros bloqueios nas estradas que impedem o acesso às pessoas e a falta de eletricidade tem cortado o acesso às comunicações.”
A ADRA tem estado no terreno desde o início da crise no Zimbabué, ajudando até 650 famílias com alimentos e kits de higiene, e tem planos para prestar mais assistência nas zonas mais afetadas. A ADRA também tem vindo a ajudar as populações de Moçambique e do Maláui a recuperar das fortes inundações que afetaram milhares de pessoas antes da chegada do ciclone.
A ADRA enviou, a 18 de março, 1 000 kits de abrigo e 2 000 lonas para Moçambique, com a ajuda de um comboio aéreo da ONU, para prestar assistência à população da Beira, acrescentou Oliveira. “Estamos também a enviar para o Maláui kits de emergência a partir dos nossos armazéns em Nairobi.”
Embora o ciclone já tenha passado, continuam a cair chuvas intensas, provocando um aumento do nível das águas das cheias. Entre os afetados encontram-se os alunos, tendo sido destruídas, segundo relatos, mais de 200 salas de aula em quatro províncias de Moçambique.
A ADRA está a colaborar com as autoridades locais, organizações humanitárias e igrejas adventistas locais, com o objetivo de evitar a duplicação dos esforços de ajuda humanitária e mobilizar recursos adicionais no Zimbabué.
Estão a ser aceites contribuições em ADRA.org/disasters.
Serão divulgadas mais informações assim que estiverem disponíveis.