“Quando a guerra rebentou, não pude deixar de ajudar”, diz Iwona, na extrema direita. Antes de a crise dos refugiados ter enviado mais de 5 milhões de ucranianos para a Polónia, onde Iwona vive com o marido, ela levava uma vida rotineira como esposa de um pastor. A guerra na Ucrânia mudou tudo. “Sem pensar, sem perguntar a ninguém, organizei colchões, organizei roupa de cama”. Quando as famílias passavam por Varsóvia na sua viagem para longe da guerra, ela acolhia-as na sua igreja para lhes dar comida, abrigo e apoio. “Tenho um acordo com o Senhor: ‘tragam-me estas pessoas, a quem eu possa dar uma segunda vida’. Se alguém me liga e diz: ‘Tenho uma mãe com dois filhos, há lugar?’, eu digo ‘sim’. Depois, alguém telefona: ‘Tenho duas mães com três filhos’, e eu sei que não há lugar, mas mesmo assim digo: ‘Vem! Para mim, a igreja são as pessoas acima de tudo. Não consigo imaginar uma igreja diferente’.”