Na sexta-feira, 9 de abril, La Soufrière, o pico mais alto da ilha de São Vicente e Granadinas, entrou em erupção, obrigando à evacuação de mais de 20 000 pessoas.
No sábado, as cinzas e o fumo encheram completamente o céu, cobrindo bairros e ruas por toda a ilha, bem como outras ilhas, como Barbados. Prevê-se que as cinzas continuem a cair nos próximos dias, possivelmente semanas, e possam chegar até à Jamaica e a partes da América do Sul, de acordo com as autoridades locais. As autoridades também prevêem que venha a ocorrer outra erupção de maior magnitude.

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária (ADRA) está a colaborar com as autoridades locais nas Caraíbas para coordenar os esforços de ajuda humanitária.
“Descobrimos que existem grandes lacunas no que diz respeito às necessidades básicas, incluindo alimentos, água, kits de higiene e limpeza e equipamento de proteção individual”, afirma Alexander Isaacs, diretor da ADRA na União do Caribe. “As necessidades são generalizadas e estamos a trabalhar sem parar para fazer chegar estes artigos essenciais às pessoas afetadas.”
A ADRA tem vindo a colaborar com as Igrejas Adventistas locais, sob a égide da União do Caribe, e com as autoridades locais para criar abrigos e fornecer entre 200 e 300 refeições por dia. Pelo menos dez escolas e igrejas adventistas foram designadas como abrigos oficiais para acolher os evacuados. Devido ao aumento da procura, a distribuição de refeições irá duplicar nos próximos dias, no âmbito dos esforços de resposta.
“A erupção afetou gravemente as culturas e as árvores e interrompeu o abastecimento de água e as linhas elétricas em toda a ilha. Uma grande preocupação é a qualidade do ar em toda a ilha, o que poderá afetar as pessoas com problemas respiratórios. Outra questão é ter de lidar também com os casos de COVID-19, que continuam a representar uma ameaça para as pessoas que são obrigadas a evacuar e a reunir-se em abrigos”, afirma Isaacs.





A erupção mais mortífera de que há registo do vulcão La Soufrière ocorreu a 6 de maio de 1902, causando a morte de quase 1 600 pessoas, segundo uma notícia. A última erupção registada na ilha ocorreu em abril de 1979, sem que se tenham registado vítimas mortais.
Para ajudar na resposta de emergência da ADRA em São Vicente e Granadinas, visite ADRA.org/Desastres.