{"id":9260,"date":"2019-05-12T21:22:39","date_gmt":"2019-05-12T21:22:39","guid":{"rendered":"https:\/\/adra.org\/?post_type=stories&#038;p=9260"},"modified":"2026-04-02T07:46:01","modified_gmt":"2026-04-02T07:46:01","slug":"mothersaroundtheworld","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adra.org\/pt\/mothersaroundtheworld","title":{"rendered":"M\u00e3es de todo o mundo atrav\u00e9s da ADRA"},"content":{"rendered":"<p>Uma m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 apenas um substantivo. Como verbo, ser m\u00e3e pode significar muitas coisas: amar, ensinar, prover, curar, ouvir, sacrificar, inspirar. A lista continua.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m disso, uma m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 apenas biol\u00f3gica. Nas minhas viagens com a ADRA, conheci in\u00fameras m\u00e3es - aquelas que s\u00e3o m\u00e3es dos seus filhos, sim, mas tamb\u00e9m aquelas que s\u00e3o m\u00e3es de netos, enteados, filhos adoptados ou comunidades inteiras. Conheci at\u00e9 mulheres que apoiam o projeto local da ADRA como se fosse o seu pr\u00f3prio filho.<\/p>\n<p>Hoje, celebramos todas essas mulheres em todo o mundo. Leia abaixo para conhecer algumas das m\u00e3es maravilhosas com quem tive a honra de falar.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_9261\" aria-describedby=\"caption-attachment-9261\" style=\"width: 819px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/CommunityHealthWorkers-11_80percent.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9261 size-full\" src=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/CommunityHealthWorkers-11_80percent.png\" alt=\"\" width=\"819\" height=\"546\" srcset=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/CommunityHealthWorkers-11_80percent.png 819w, https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/CommunityHealthWorkers-11_80percent-300x200.png 300w, https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/CommunityHealthWorkers-11_80percent-768x512.png 768w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9261\" class=\"wp-caption-text\">Christine (ao centro com o casaco cor-de-rosa) rodeada pela sua comunidade<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"\/pt\/id\/\">Conhe\u00e7a Christine, uma av\u00f3 que cultiva hortas para a mudan\u00e7a no centro de Madag\u00e1scar <\/a><\/p>\n<p>Quando os t\u00e9cnicos da ADRA visitaram Mahasoabe, uma aldeia nas colinas do centro de Madag\u00e1scar, estavam \u00e0 procura de uma m\u00e3e forte que servisse de modelo a mudan\u00e7as positivas para as mulheres da comunidade. O que encontraram foi uma av\u00f3 dedicada com um cora\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cOs t\u00e9cnicos da ADRA vieram e perguntaram se alguma mulher estava disposta a ser M\u00e3e L\u00edder, por isso ofereci-me para o ser\u201d, disse Christine, uma m\u00e3e, av\u00f3 e l\u00edder comunit\u00e1ria de 56 anos. \u201cQueria ensinar as m\u00e3es e as mulheres gr\u00e1vidas da minha aldeia a dar uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel aos seus filhos.\u201d<\/p>\n<p>Como M\u00e3e L\u00edder, o t\u00edtulo oficial da ADRA atribu\u00eddo a m\u00e3es modelo, \u00e9 da responsabilidade de Christine apoiar as mulheres da sua comunidade. Ensina-lhes quais as culturas a plantar e como as plantar, quais os alimentos a dar \u00e0s crian\u00e7as com menos de cinco anos e como controlar o peso e a sa\u00fade de uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>A M\u00e3e Principal pode ver a mudan\u00e7a sob o seu pr\u00f3prio teto.<\/p>\n<p>\u201cA coisa mais significativa para mim \u00e9 a horta. Fazemos a horta todos os dias e j\u00e1 n\u00e3o temos de comprar tudo no mercado\u201d, disse ela. \u201cMudou a forma como alimento o meu neto. Agora, dou-lhe uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e diversificada.\u201d<\/p>\n<p>Embora o rapazinho sinta falta da m\u00e3e, que est\u00e1 a seguir a sua carreira na capital, a muitas horas de dist\u00e2ncia, tem a sorte de ter uma av\u00f3 que continua a trabalhar arduamente para lhe dar a vida feliz que merece.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9263\" aria-describedby=\"caption-attachment-9263\" style=\"width: 293px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Fatima-and-daugter-e1557693274317.png\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-9263 size-medium\" src=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Fatima-and-daugter-e1557693274317-293x300.png\" alt=\"\" width=\"293\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Fatima-and-daugter-e1557693274317-293x300.png 293w, https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Fatima-and-daugter-e1557693274317.png 536w\" sizes=\"(max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9263\" class=\"wp-caption-text\">F\u00e1tima (\u00e0 esquerda) com uma rapariga da sua comunidade de refugiados<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"\/pt\/id\/\"><strong>Conhe\u00e7a F\u00e1tima, uma refugiada s\u00edria que defende a educa\u00e7\u00e3o dos refugiados no L\u00edbano<\/strong><\/a><\/p>\n<p>F\u00e1tima tem dois filhos e uma comunidade inteira de refugiados s\u00edrios para cuidar. Ela pr\u00f3pria uma refugiada, a m\u00e3e de 31 anos arranja tempo todos os dias para mandar os filhos para a escola e depois trabalha para convencer in\u00fameros pais refugiados a mandarem tamb\u00e9m os seus filhos para a escola.<\/p>\n<p>Como Mobilizadora Comunit\u00e1ria da ADRA, F\u00e1tima considera toda a comunidade de refugiados como a sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cQuando vou visitar a fam\u00edlia e vejo crian\u00e7as, sinto-as como se fossem minhas filhas\u201d, disse. \u201cAs pessoas abrem os seus cora\u00e7\u00f5es e as suas mentes, porque sabem que somos s\u00edrios como eles. Eu sinto o que eles dizem. Sinto cada palavra. Quero fazer tudo o que puder por eles\u201d.\u201d<\/p>\n<p>E o que ela faz \u00e9 imenso: indica \u00e0s fam\u00edlias o Centro de Aprendizagem da ADRA, um programa que acolhe crian\u00e7as s\u00edrias que, de outra forma, seriam ignoradas pelo sistema escolar p\u00fablico.<\/p>\n<p>O centro oferece pequenas salas de aula, tutores individuais, apoio lingu\u00edstico e um espa\u00e7o seguro com outros s\u00edrios. Mais importante ainda, d\u00e1 \u00e0s crian\u00e7as a oportunidade de aprenderem, em vez de ficarem pelo caminho.<\/p>\n<p>\u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante para todos, especialmente para as crian\u00e7as\u201d, disse F\u00e1tima. \u201cSe deixarmos a crian\u00e7a aprender, ela tornar-se-\u00e1 uma boa pessoa. Quando regressarmos \u00e0 S\u00edria, precisamos de engenheiros, de m\u00e9dicos, de professores, de pessoas que sejam boas para o nosso pa\u00eds, que o tornem melhor do que antes.\u201d<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria F\u00e1tima est\u00e1 no bom caminho para dar \u00e0 S\u00edria um futuro mais risonho e para inspirar os seus filhos e toda a comunidade s\u00edria a fazer o mesmo.<\/p>\n<p>\u201cPara ter uma boa vida, temos de ter um objetivo para n\u00f3s e para a nossa fam\u00edlia\u201d, disse ela. \u201cPara mim, quero aprender mais em tudo - inform\u00e1tica, ensino, educa\u00e7\u00e3o, cuidar dos meus filhos, cozinhar, como mulher, como m\u00e3e, como estudante, como trabalhadora no meu emprego. Tenho sempre vontade de saber mais. Talvez n\u00e3o tenha a oportunidade de continuar a estudar, mas posso fazer mais coisas boas para mim e para os meus filhos.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_9262\" aria-describedby=\"caption-attachment-9262\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Mom-and-daughter-.png\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-9262 size-medium\" src=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Mom-and-daughter--300x201.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Mom-and-daughter--300x201.png 300w, https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Mom-and-daughter--768x515.png 768w, https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Mom-and-daughter-.png 819w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9262\" class=\"wp-caption-text\">Pimja (\u00e0 esquerda) e a filha Lamanja na escola (\u00e0 direita)<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"\/pt\/id\/\"><strong>Conhe\u00e7a Pimja, uma m\u00e3e solteira na Tail\u00e2ndia que sacrificou tudo para dar um futuro \u00e0 sua filha. <\/strong><\/a><\/p>\n<p>A vida de Pimja come\u00e7a todos os dias \u00e0s duas da manh\u00e3. A trabalhadora dom\u00e9stica levanta-se a meio da noite para ir preparar e vender carne no mercado para a sua patroa, o que faz at\u00e9 \u00e0s 14h00. Depois do seu turno de 12 horas no mercado, Pimja regressa \u00e0 casa da sua patroa - onde vive e trabalha - para fazer as tarefas dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>Quando o trabalho est\u00e1 terminado, toma um duche e vai para a cama. Depois, levanta-se na calada da noite para recome\u00e7ar o ciclo.<\/p>\n<p>\u201cA raz\u00e3o pela qual trabalho tanto \u00e9 para ter dinheiro para a educa\u00e7\u00e3o da minha filha\u201d, disse ela. \u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante. Se uma mulher n\u00e3o tiver educa\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 menosprezada.\u201d<\/p>\n<p>Pimja sabe o que \u00e9 ser desprezada. A jovem m\u00e3e foi violada, for\u00e7ada a trabalhar numa f\u00e1brica e deportada. Mesmo agora, como emigrante legal na Tail\u00e2ndia, Pimja ganha 200 Baht tailandeses por dia - pouco mais de seis d\u00f3lares por um trabalho que a obriga a acordar \u00e0s duas da manh\u00e3 e a trabalhar 16 horas seguidas.<\/p>\n<p>O mais dif\u00edcil de tudo \u00e9 que Pimja teve de deixar de cuidar da sua \u00fanica filha, Lamanja. A jovem m\u00e3e sabe que o local onde vive n\u00e3o \u00e9 adequado para uma rapariga. Sabe que n\u00e3o pode dar \u00e0 sua filha o apoio de que ela precisa para ter sucesso.<\/p>\n<p>\u201cSe a Lamanja ficar comigo, n\u00e3o terei tempo para cuidar dela\u201d, disse ela, com os olhos a encherem-se de l\u00e1grimas. \u201cHaveria tantas dificuldades na vida sem o Keep Girls Safe. N\u00e3o sei onde ela estaria neste momento, mas a vida \u00e9 muito dif\u00edcil para mim, por isso provavelmente tamb\u00e9m seria dif\u00edcil para ela.\u201d<\/p>\n<p>Para Pimja, mandar a filha para o Keep Girls Safe \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o agridoce. Ela sabe que o abrigo para raparigas vulner\u00e1veis pode dar a Lamanja o que ela pr\u00f3pria n\u00e3o pode: um lugar seguro para viver e aprender e oportunidades para crescer emocional e academicamente.<\/p>\n<p>\u201cEu queria saber ler e escrever, mas nunca tive tempo para ir \u00e0 escola\u201d, diz ela. \u201cN\u00e3o tive qualquer educa\u00e7\u00e3o, e \u00e9 por isso que quero que a minha filha tenha uma educa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Lamanja est\u00e1 bem ciente do sacrif\u00edcio que a m\u00e3e continua a fazer por ela.<\/p>\n<p>\u201cSei que ela trabalha muito por mim\u201d, disse. \u201cSe eu n\u00e3o tivesse a minha m\u00e3e, n\u00e3o teria as oportunidades que tenho hoje.\u201d<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 apenas um substantivo. Como verbo, ser m\u00e3e pode significar muitas coisas: amar, ensinar, prover, curar, ouvir, sacrificar, inspirar. A lista continua.<\/p>","protected":false},"author":5,"featured_media":9261,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[1055,615,589],"tags":[873,690,355,301,1020],"class_list":["post-9260","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-advocacy-policy","category-blog","category-livelihoods","tag-justice-compassion-love","tag-protection","tag-refugees","tag-social-justice","tag-womens-empowerment"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9260"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9260\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46561,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9260\/revisions\/46561"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}