{"id":8859,"date":"2019-02-04T14:39:45","date_gmt":"2019-02-04T14:39:45","guid":{"rendered":"https:\/\/adra.org\/?p=8859"},"modified":"2026-03-31T20:47:30","modified_gmt":"2026-03-31T20:47:30","slug":"brazil-testimony-change-trajectory-life","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adra.org\/pt\/brazil-testimony-change-trajectory-life","title":{"rendered":"Brasil: O testemunho de Carlos sobre como a ADRA mudou a trajet\u00f3ria da sua vida"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Carlos-venezuela-brasil.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28128\" srcset=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Carlos-venezuela-brasil.jpg 600w, https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Carlos-venezuela-brasil-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n<h2 style=\"text-align: center;\">Benefici\u00e1rio migrante venezuelano que se tornou funcion\u00e1rio da ADRA<\/h2>\n<p>Carlos \u00e9 verdadeiramente um homem renascentista. Na sua Venezuela natal, <strong>Carlos estudou e licenciou-se em comunica\u00e7\u00e3o, trabalhou como alfaiate, foi volunt\u00e1rio como int\u00e9rprete de l\u00edngua gestual e fez parte de um grupo de dan\u00e7a cultural.<\/strong><\/p>\n<p>Carlos teve uma vida ativa ao lado dos seus pais e irm\u00e3os. O seu pai era propriet\u00e1rio de uma pequena f\u00e1brica de vidro na Venezuela, que sustentou a fam\u00edlia durante muitos anos. <strong>o agravamento da crise na Venezuela e a desvaloriza\u00e7\u00e3o da sua moeda<\/strong>, A f\u00e1brica j\u00e1 n\u00e3o era suficiente.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas irm\u00e3os e a m\u00e3e de Carlos tiveram de procurar qualquer trabalho que pudessem encontrar. A fam\u00edlia juntava os seus rendimentos para tentar sobreviver, mas sobreviver \u00e9 algo dif\u00edcil de fazer nos dias de hoje.<\/p>\n<p><strong>Carlos descreve as op\u00e7\u00f5es que t\u00eam na Venezuela: <\/strong><br \/><strong>1.<\/strong> Ficar na Venezuela e passar fome<br \/><strong>2.<\/strong> Ficar na Venezuela e correr o risco de um dia ficar doente num lugar onde j\u00e1 n\u00e3o existem cuidados de sa\u00fade adequados<br \/><strong>3.<\/strong> Ficar na Venezuela e correr o risco de um dia ser morto nas ruas devido ao aumento da inseguran\u00e7a<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o terr\u00edvel levou Carlos a tomar uma decis\u00e3o dif\u00edcil. Em novembro de 2017, decidiu que iria para o vizinho Brasil tentar a sua sorte. <strong>Depois de muito planeamento e muito trabalho \u00e1rduo, Carlos p\u00f4de finalmente viajar para o Brasil em agosto de 2018 de autocarro.<\/strong><\/p>\n<p>Durante o primeiro m\u00eas no novo pa\u00eds, Carlos deu por si a viver nas ruas, com poucas esperan\u00e7as de uma situa\u00e7\u00e3o melhor. <strong>No entanto, a sua sorte mudou um dia quando conheceu um casal venezuelano que sabia da ADRA.<\/strong> O casal pegou em Carlos pela m\u00e3o e levou-o para o escrit\u00f3rio da ADRA, onde o Gestor de Projeto do Gabinete de Assist\u00eancia a Desastres no Estrangeiro (OFDA) financiou a interven\u00e7\u00e3o e conseguiu encontrar espa\u00e7o para Carlos num dos abrigos da Boa Vista, um abrigo que o governo brasileiro abriu em resposta \u00e0 crise migrat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nessa altura, Carlos tinha encontrado um emprego a fazer uniformes militares, mas o sal\u00e1rio n\u00e3o era suficiente para viver. Depois do seu encontro com o pessoal da ADRA e de ter conseguido um lugar num dos abrigos, <strong>decidiu deixar o seu emprego e dedicar o seu tempo \u00e0 ADRA<\/strong>.<\/p>\n<p>Carlos disse que \u201cestava a trabalhar muito para t\u00e3o pouco. Por isso, decidi que preferia trabalhar muito para nada, s\u00f3 para ter a oportunidade de ajudar os outros e sentir-me mais realizado\u201d. Trabalhou incansavelmente todos os dias para ajudar a montar e distribuir kits de higiene, kits dom\u00e9sticos e kits de cozinha aos seus irm\u00e3os e irm\u00e3s venezuelanos. Por sorte, Carlos tamb\u00e9m se qualificou para ser um benefici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Agora que a ADRA est\u00e1 a iniciar um novo projeto financiado pelo governo dos EUA com o gabinete da Food for Peace (FFP), foi contratado pela ADRA como oficial de campo. <strong>Carlos n\u00e3o s\u00f3 estar\u00e1 a trabalhar com a ADRA, como tamb\u00e9m estar\u00e1 a servir a sua pr\u00f3pria comunidade.<\/strong>ty. Tamb\u00e9m disse que vai utilizar as suas capacidades em linguagem gestual para ajudar a ADRA a chegar a grupos vulner\u00e1veis que podem ser facilmente ignorados.<\/p>\n<p><strong>Carlos declara que o seu encontro com a ADRA mudou a sua vida da melhor e mais inimagin\u00e1vel forma poss\u00edvel.<\/strong> Ele est\u00e1 eternamente grato por esta nova oportunidade de sobreviver - ele est\u00e1 grato por uma nova oportunidade de viver.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos \u00e9 verdadeiramente um homem renascentista. Na sua Venezuela natal, Carlos estudou e licenciou-se em comunica\u00e7\u00e3o, trabalhou como alfaiate, foi volunt\u00e1rio como int\u00e9rprete de l\u00edngua gestual e fez parte de um grupo de dan\u00e7a cultural<\/p>","protected":false},"author":5,"featured_media":8864,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[615,590,798],"tags":[1079,873],"class_list":["post-8859","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","category-emergency","category-venezuela","tag-crisis","tag-justice-compassion-love"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8859"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8859\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46587,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8859\/revisions\/46587"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}