{"id":8161,"date":"2018-05-17T01:58:18","date_gmt":"2018-05-17T01:58:18","guid":{"rendered":"https:\/\/adra.org\/?post_type=stories&#038;p=8161"},"modified":"2026-04-07T08:31:14","modified_gmt":"2026-04-07T08:31:14","slug":"dianes-story","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adra.org\/pt\/dianes-story","title":{"rendered":"Ruanda: A hist\u00f3ria de Diane"},"content":{"rendered":"<h2><\/h2>\n<p>O Ruanda tem uma hist\u00f3ria incrivelmente dolorosa e, embora o derramamento de sangue da d\u00e9cada de 1990 possa ter cessado, a sua pobreza continua. Foi aqui, numa aldeia remota na montanha, que um colega da ADRA conheceu Diane.<\/p>\n<p>Encontraram-se \u00e0 porta de uma pequena casa de lama com duas divis\u00f5es. Diane tinha acabado de entrar em trabalho de parto e tinha come\u00e7ado a chover. A chuva \u00e9 rara nesta parte do pa\u00eds, por isso a pequena parcela de mandioca e feij\u00e3o que pertencia a Diane e ao seu marido, Gideon, estava seca e murcha, tal como as das outras fam\u00edlias. Mas n\u00e3o era apenas a morte dos seus alimentos e meios de subsist\u00eancia que temiam. Parados \u00e0 chuva, tinham medo de perder outro beb\u00e9.<\/p>\n<p>H\u00e1 apenas alguns anos, Diane perdeu um beb\u00e9 momentos depois de ter nascido. \u00c9 um acontecimento chocante, que se torna ainda mais chocante pelo facto de ser comum em lugares como este.<\/p>\n<h2>\u201cFiquei muito triste quando perdi o meu beb\u00e9\u201d, disse Diane ao nosso colega. \u201cAcho que se tivesse chegado \u00e0 cl\u00ednica mais cedo, talvez ele estivesse vivo hoje.\u201d<\/h2>\n<p>A Diane vive a oito quil\u00f3metros do centro de sa\u00fade. Embora a dist\u00e2ncia possa n\u00e3o parecer muito grande, o estado das estradas \u00e9 terr\u00edvel - corro\u00eddas pela chuva intensa, as estradas mais parecem trilhos. \u00c9 uma viagem que as m\u00e3es da aldeia rural de Diane fazem a meio do trabalho de parto, a p\u00e9 ou, se tiverem dinheiro para isso, perigosamente na garupa de uma mota. Consegue imaginar a dor e o medo que elas devem sentir numa viagem destas?<\/p>\n<p>Infelizmente para Diane, ela come\u00e7ou a sua viagem demasiado tarde e chegou \u00e0 cl\u00ednica com complica\u00e7\u00f5es graves. O seu estado e o do seu beb\u00e9 obrigaram-na a ir para o hospital mais pr\u00f3ximo, a uma hora de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A viagem e a espera foram demasiado longas. O seu beb\u00e9 estava morto.<\/p>\n<p>Isto nunca deveria acontecer. Deus nunca quis que Diane ou qualquer outra m\u00e3e tivesse de enterrar os seus beb\u00e9s. Compreende-se porque \u00e9 que, debaixo do c\u00e9u tempestuoso do Ruanda, com as contrac\u00e7\u00f5es a puxar o seu corpo mais uma vez, Diane estava assustada. Outra morte seria demasiado para ela e Gideon suportarem.<\/p>\n<p>\u201cEstou sempre preocupado quando a minha mulher est\u00e1 gr\u00e1vida\u201d, diz Gideon. Ele \u00e9 um bom marido, que faz tudo o que pode para apoiar a mulher, mas est\u00e1 bem ciente de que a vida n\u00e3o \u00e9 nem ser\u00e1 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>\u201cVivemos numa zona muito rural. Preocupa-me que ela espere demasiado tempo para ir ao centro de sa\u00fade e volte a ter complica\u00e7\u00f5es. Durante a gravidez, certifico-me de lhe dar o m\u00e1ximo de frutas e legumes que consigo encontrar, para que ela e o beb\u00e9 sejam saud\u00e1veis e fortes.\u201d<\/p>\n<p>Gideon faz tudo o que pode para dar \u00e0 sua mulher tudo o que ela precisa para ter um parto seguro e saud\u00e1vel. Ele n\u00e3o quer nada mais do que um beb\u00e9 e uma mulher saud\u00e1veis. \u00c9 em alturas como esta, em que sentimos que j\u00e1 fizemos tudo o que pod\u00edamos, que precisamos do apoio dos outros.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rwanda has an incredibly painful history, and while the bloodshed of the 1990s may have ceased, its poverty continues. It was here, in a remote mountainside village, that an ADRA colleague met Diane. They met outside a tiny, two-room mud house. Diane had just gone into labor, and it had started to rain. Rain is [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27874,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[785,615,284,964],"tags":[1154],"class_list":["post-8161","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-africa","category-blog","category-health","category-rwanda","tag-maternal-newborn-child-health-mnch"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8161","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8161"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8161\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47221,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8161\/revisions\/47221"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27874"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adra.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}