{"id":486,"date":"2014-12-18T17:31:34","date_gmt":"2014-12-18T17:31:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sparkexperience.com\/projects\/adra\/?post_type=stories&#038;p=486"},"modified":"2026-04-09T14:58:26","modified_gmt":"2026-04-09T14:58:26","slug":"democratic-republic-of-the-congo-women-empowerment","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adra.org\/pt\/democratic-republic-of-the-congo-women-empowerment","title":{"rendered":"Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo: Projeto Ongea: \u201cFalar\u201d para o empoderamento das mulheres"},"content":{"rendered":"<p>Valerie* tem 16 anos, \u00e9 m\u00e3e de um beb\u00e9 de 4 meses e foi v\u00edtima de viola\u00e7\u00e3o. Quando tinha apenas 14 anos, os soldados que patrulhavam a estrada para a cidade levaram-na \u00e0 for\u00e7a e violaram-na sexualmente. Com medo do estigma associado \u00e0 viola\u00e7\u00e3o, manteve-a em segredo.<\/p>\n<p>Na cidade natal de Valerie, Bweremana, no leste da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC), a viol\u00eancia baseada no g\u00e9nero \u00e9 muitas vezes considerada um inc\u00f3modo em vez de um crime grave e que altera a vida. Quando Valerie regressou finalmente a casa, tinha demasiada vergonha para contar a algu\u00e9m o que tinha acontecido, mas depressa se tornou \u00f3bvio que estava gr\u00e1vida.<\/p>\n<p>As pessoas da sua cidade come\u00e7aram a gozar com ela, dizendo: \u201cOnde est\u00e1 o pai?\u201d A provoca\u00e7\u00e3o tornou-se t\u00e3o m\u00e1 que ela se recusava a sair de casa.<\/p>\n<p>\u00c9 por causa de raparigas como a Valerie que a ADRA gere o Ongea, um projeto cujo nome deriva do significado literal da palavra swahili ongea: \u201cfalar\u201d. O Ongea incentiva as mulheres a falarem contra a viola\u00e7\u00e3o e a agress\u00e3o sexual e contra as pessoas que as cometem e toleram. Para al\u00e9m de apoiar as v\u00edtimas de viol\u00eancia baseada no g\u00e9nero, Ongea esfor\u00e7a-se por combater a atitude cultural predominante que a permite.<\/p>\n<p>Ao criar comit\u00e9s de escuta compostos por membros da comunidade e grupos de aconselhamento de l\u00edderes locais influentes, a ADRA desenvolveu um sistema para valorizar as mulheres e desvalorizar os crimes contra elas. A Ongea tamb\u00e9m promove a sensibiliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de emiss\u00f5es de r\u00e1dio e actividades culturais.<\/p>\n<p>Este projeto galvanizou as mulheres de Bweremana, muitas das quais se sentem capacitadas pela primeira vez nas suas vidas. \u201cQuero combater a viol\u00eancia baseada no g\u00e9nero\u201d, disse Vomili Ngengeisi, membro do grupo de escuta local. \u201cQuero ajudar raparigas como a Valerie.\u201d<\/p>\n<p>Embora ainda sofra com o trauma da sua experi\u00eancia, Valerie tem esperan\u00e7a de que Ongea continue a falar contra a viol\u00eancia de g\u00e9nero na sua comunidade. Relativamente ao seu pr\u00f3prio futuro, \u00e9 modesta: \u201cSonho em encontrar um marido que me ame\u201d.\u201d<\/p>\n<p>*O nome foi alterado para proteger a sua identidade.<\/p>\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valerie* tem 16 anos, \u00e9 m\u00e3e de um beb\u00e9 de 4 meses e foi v\u00edtima de viola\u00e7\u00e3o. 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