{"id":15488,"date":"2020-01-16T10:34:26","date_gmt":"2020-01-16T10:34:26","guid":{"rendered":"https:\/\/international.adra.cloud\/?p=15488"},"modified":"2026-03-31T18:06:13","modified_gmt":"2026-03-31T18:06:13","slug":"madagascar-teaching-communities-the-importance-of-hygiene","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adra.org\/pt\/madagascar-teaching-communities-the-importance-of-hygiene","title":{"rendered":"Madag\u00e1scar: Projeto de Latrinas da ADRA ensina \u00e0s comunidades a import\u00e2ncia da higiene"},"content":{"rendered":"<h2>2 mil milh\u00f5es de pessoas sem acesso a sanit\u00e1rios<\/h2>\n<p style=\"text-align: left;\">De acordo com o CDC, a diarreia mata mais de 800.000 crian\u00e7as com menos de cinco anos todos os anos. Dessas mortes, 88% s\u00e3o o resultado de \u00e1gua pot\u00e1vel n\u00e3o segura, disponibilidade inadequada de \u00e1gua para higiene e falta de acesso a saneamento. Um homem no sul de Madag\u00e1scar tenciona mudar isso para as crian\u00e7as da sua comunidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Story_Tamasoa_Health-latrine-b.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28254\" srcset=\"https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Story_Tamasoa_Health-latrine-b.jpg 1024w, https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Story_Tamasoa_Health-latrine-b-300x200.jpg 300w, https:\/\/adra.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Story_Tamasoa_Health-latrine-b-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tamasoa constr\u00f3i a primeira latrina da comunidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Tamasoa vive numa pequena aldeia, mas n\u00e3o tem uma perspetiva pequena. Numa regi\u00e3o onde as cren\u00e7as e pr\u00e1ticas ancestrais s\u00e3o muito comuns, o jovem de 27 anos est\u00e1 \u00e0 frente do seu tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acredita, por exemplo, que um homem deve preparar comida para a sua mulher se ela estiver prestes a ir trabalhar no campo. Al\u00e9m disso, considera que um homem n\u00e3o deve obrigar a sua mulher a carregar \u00e1gua se ela estiver gr\u00e1vida e que deve pegar no beb\u00e9 se ele estiver a chorar quando a sua mulher precisa de descansar.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora estas mensagens progressistas nem sempre sejam bem recebidas pelos outros homens da sua aldeia no Sul de Madag\u00e1scar, Tamasoa construiu uma reputa\u00e7\u00e3o de homem digno de respeito. \u00c9 uma reputa\u00e7\u00e3o que ele ganhou depois de trabalhar com a ADRA para resolver a crise de sa\u00fade na sua comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes, muitas crian\u00e7as estavam doentes com diarreia\u201d, disse Tamasoa. \u201cA primeira vez que os agentes de campo da ADRA vieram aqui . . tiveram uma reuni\u00e3o connosco e perguntaram-nos qual era o maior problema. N\u00f3s dissemos: \u2018os nossos filhos est\u00e3o doentes e t\u00eam diarreia\u2019.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tamasoa participou nessa reuni\u00e3o e estava determinado a aprender e a implementar as solu\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cOs nossos filhos est\u00e3o doentes e t\u00eam diarreia\u201d.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, toda a gente na sua aldeia est\u00e1 bem ciente da ci\u00eancia que apoia a higiene, as causas da diarreia e o imenso custo biol\u00f3gico que estes problemas de sa\u00fade criam, mas na altura nem Tamasoa compreendia as quest\u00f5es b\u00e1sicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes, defec\u00e1vamos a c\u00e9u aberto e t\u00ednhamos fezes espalhadas por todo o lado no campo e no p\u00e1tio\u201d, disse Tamasoa. \u201cSempre que \u00edamos aliviar-nos, nem sequer lav\u00e1vamos as m\u00e3os. Depois, prepar\u00e1vamos a nossa comida com as m\u00e3os sujas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Durante outras reuni\u00f5es comunit\u00e1rias com os Agentes de Campo da ADRA, Tamasoa come\u00e7ou a aprender mais sobre sa\u00fade b\u00e1sica e saneamento. Aprendeu que \u00e9 importante ter uma latrina com fossa porque os dejectos podem ser contidos e cobertos, em vez de ficarem ao ar livre, onde os animais podem transmitir as bact\u00e9rias da mat\u00e9ria fecal. Tamb\u00e9m aprendeu sobre o tippy-tap, um sistema que requer apenas um recipiente com sab\u00e3o ou cinza, uma garrafa de \u00e1gua e uma estrutura simples para pendurar para facilitar o acesso \u00e0 lavagem das m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<p>Munido de todos estes conhecimentos, Tamasoa estava pronto para mudar a vida dos seus vizinhos para sempre. S\u00f3 havia um obst\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que as discuss\u00f5es honestas sobre temas de sa\u00fade s\u00e3o frequentemente consideradas tabu nas zonas rurais de Madag\u00e1scar, os membros da comunidade continuaram a viver como sempre tinham vivido - defecando ao ar livre, n\u00e3o lavando as m\u00e3os e contaminando acidentalmente os alimentos com mat\u00e9ria fecal.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamasoa sabia que os seus amigos e fam\u00edlia n\u00e3o aprenderiam apenas com palavras - precisavam de ver as palavras em a\u00e7\u00e3o. Depois da sua \u00faltima reuni\u00e3o com a ADRA, Tamasoa foi para casa e passou uma semana a escavar uma latrina e a construir um biombo de madeira e erva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu fui o \u00fanico a construir a latrina no in\u00edcio\u201d, disse ele. \u201cOs meus filhos ficaram mais saud\u00e1veis e, quando a comunidade viu isso, ficou convencida de que dev\u00edamos construir mais latrinas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as a Tamasoa, existem agora 6 latrinas para os 15 agregados familiares da sua comunidade imediata, e h\u00e1 planos para construir mais. Agora, toda a gente sabe que deve usar a latrina e lavar as m\u00e3os depois.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgora toda a gente pratica esse comportamento\u201d, afirma. \u201cN\u00f3s realmente vemos que somos mais saud\u00e1veis como resultado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cOs meus filhos ficaram mais saud\u00e1veis e, quando a comunidade viu isso, ficou convencida de que dev\u00edamos construir mais latrinas.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00f3 a sa\u00fade da comunidade melhorou, como tamb\u00e9m a sua apar\u00eancia. Os terrenos s\u00e3o limpos e alisados, as casas s\u00e3o todas arrumadas e s\u00e3o constru\u00eddas latrinas fechadas em toda a aldeia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos muito felizes porque agora estamos saud\u00e1veis\u201d, disse Tamasoa. \u201c\u00c9 isso que nos faz felizes. Sabemos que \u00e9 o resultado do projeto da ADRA. Agora estamos dispostos a aplicar o que o projeto nos ensina porque sabemos que \u00e9 bom para o nosso bem-estar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamasoa vive numa pequena aldeia, mas n\u00e3o tem uma perspetiva pequena. 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